Costumo chamar nomes de bolos/sobremesas ao bébé Lourenço quando falo com ele:
- Olé meu docinho de coco,
minha tarte de natas,
meu bolo de limão com sementes de papoila,
meu strudel,
meu tiramissú,
minha tarte de lima,
minha mousse de chocolate,
...
Assistes amiúde e, às vezes, imitas-me.
Um destes dias, zangado, disseste-me:
- E porque é que a mim não me chamas um bolinho?!"
Monday, October 19, 2015
Friday, October 16, 2015
Boa nova (a segunda)
E eis que chega a segunda "Boa Nova".
Parece que finalmente tens uma Educadora que sabe conduzir-te e perceber quem és, retirando o melhor de ti.
Orgulho filho, orgulho. De ti e do novo caminho que escolhemos para ti.
Parece que finalmente tens uma Educadora que sabe conduzir-te e perceber quem és, retirando o melhor de ti.
Orgulho filho, orgulho. De ti e do novo caminho que escolhemos para ti.
Boa nova (a primeira)
E mudaste de escola.
Mudaste de bibe.
Mudaste de turma.
Mudaste de educadora.
Entusiasmado e sem "ressentimentos".
E, não obstante todos os medos de adaptação, no final da primeira semana (a 25 de setembro) trarias a tua primeira "Boa Nova" para casa, uma prática da nova escola de reforço positivo com a qual não posso identificar-me mais.
Parabéns meu lindo filhote de homem!
Mudaste de bibe.
Mudaste de turma.
Mudaste de educadora.
Entusiasmado e sem "ressentimentos".
E, não obstante todos os medos de adaptação, no final da primeira semana (a 25 de setembro) trarias a tua primeira "Boa Nova" para casa, uma prática da nova escola de reforço positivo com a qual não posso identificar-me mais.
Parabéns meu lindo filhote de homem!
A frase
Num qualquer dia da semana, enquanto o teu pai tocava piano exclamaste:
- O papá é um homem a tocar piano.
- O papá é um homem a tocar piano.
Tuesday, July 28, 2015
Dás inúmeros beijos.
Chamas-lhe "manecas". Sem ninguém o sugerir. Sem ninguém o mencionar. Sem o teres ouvido antes.
Procura-lo amiúde e ecntras-te nele.
Dás-lhe inúmeros beijos sem te cansar e és de um carinho absolutamente enternecedor.
Trata-lo na terceira pessoa e deleitas-me com o teu inigualável: "você"....
Vais buscar a chupeta, a fralda, os meus discos na hora de amamentar. Dás inúmeros beijos.
Toca-lhes na cabeça e, por vezes, não medes a força ao abaná-lo. Dás inúmeros beijos. Espreita-lo. Gostas de o ver rir e imitas o teu pai ao exclamar: "você tá-se a rir todo?!". Deleitas-te com os punzinhos e quando ele faz cocó (afinal a fase interminável do xixi e cocó ainda não desapareceu). Dás inúmeros beijos. Falas com ele. Perguntas o que tem quando chora. Ajudas a mudar a fralda. Queres sempre ver tudo o que lhe fazemos e vais buscar qualquer banco para te empoleirares e veres o cenário todo. Dás inúmeros beijos. Empurras o carrinho dele e ris-te desalmadamente quando, prepositadamente, vais contra as portas. Cantas comigo (ou mesmo sózinho) uma música de embalar quando ele chora e nunca te queixas do choro dele. Dás inúmeros beijos. Brincas com ele. Mostra-lhes objectos e acena-las com a mão para o tentar sossegar. Dás inúmeros beijos.
Procura-lo amiúde e ecntras-te nele.
Dás-lhe inúmeros beijos sem te cansar e és de um carinho absolutamente enternecedor.
Trata-lo na terceira pessoa e deleitas-me com o teu inigualável: "você"....
Vais buscar a chupeta, a fralda, os meus discos na hora de amamentar. Dás inúmeros beijos.
Toca-lhes na cabeça e, por vezes, não medes a força ao abaná-lo. Dás inúmeros beijos. Espreita-lo. Gostas de o ver rir e imitas o teu pai ao exclamar: "você tá-se a rir todo?!". Deleitas-te com os punzinhos e quando ele faz cocó (afinal a fase interminável do xixi e cocó ainda não desapareceu). Dás inúmeros beijos. Falas com ele. Perguntas o que tem quando chora. Ajudas a mudar a fralda. Queres sempre ver tudo o que lhe fazemos e vais buscar qualquer banco para te empoleirares e veres o cenário todo. Dás inúmeros beijos. Empurras o carrinho dele e ris-te desalmadamente quando, prepositadamente, vais contra as portas. Cantas comigo (ou mesmo sózinho) uma música de embalar quando ele chora e nunca te queixas do choro dele. Dás inúmeros beijos. Brincas com ele. Mostra-lhes objectos e acena-las com a mão para o tentar sossegar. Dás inúmeros beijos.
Monday, July 27, 2015
A chegada do Lourenço
E o Lourenço nasceu.
Num domingo cinzento e chuvoso, o primeiro do mês de maio, o domingo do dia da mãe*.
Entraste no quarto com um casaco azul ao colo da avó Graça. Foste colocado em frente a ele e eu, mergulhada em emoção e lágrimas, segui-te. Tocaste-lhe na testa. Depois na face. Ele dormia placidamente e tu querias perceber se ele seria real. E fizeste o teste.
Segundos depois, a tua atenção era focada para a prenda que ele te trouxe (ainda que tenhas estado sempe céptico nessa arte de te explicar que o bebé traria uma prenda algures de dentro da barriga da mãe). Focalizado na prenda e no repto de ires até casa da madrinha Teresa, partiste minutos depois.
Sempre e para sempre ficará a tua mão na testa dele, o teu coração sob a sua pele.
* Nas imagens que guardo em mim do quarto da maternidade estará sempre a tua prenda a assinalar o dia: uma caixa de costura feita numa caixa de ovos com a data e o teu nome pot ti gravados.
Num domingo cinzento e chuvoso, o primeiro do mês de maio, o domingo do dia da mãe*.
Entraste no quarto com um casaco azul ao colo da avó Graça. Foste colocado em frente a ele e eu, mergulhada em emoção e lágrimas, segui-te. Tocaste-lhe na testa. Depois na face. Ele dormia placidamente e tu querias perceber se ele seria real. E fizeste o teste.
Segundos depois, a tua atenção era focada para a prenda que ele te trouxe (ainda que tenhas estado sempe céptico nessa arte de te explicar que o bebé traria uma prenda algures de dentro da barriga da mãe). Focalizado na prenda e no repto de ires até casa da madrinha Teresa, partiste minutos depois.
Sempre e para sempre ficará a tua mão na testa dele, o teu coração sob a sua pele.
* Nas imagens que guardo em mim do quarto da maternidade estará sempre a tua prenda a assinalar o dia: uma caixa de costura feita numa caixa de ovos com a data e o teu nome pot ti gravados.
Monday, April 27, 2015
Declaração
Ontem ao jantar, depois de um dia inteiro passado com o Luca e da tua primeira ida ao cinema com ele, disseste:
- Quando vocês morrerem quero ficar a viver com o Luca.
(...)
E acrescentaste:
- Mas qual é o código para entrar em casa dele?! Se não tenho que ir à volta e entrar pela porta da cozinha...
(...)
Nota:
O teu primeiro filme no cinema foi o "Paddington", a história de um urso do Peru que parte sózinho para Londres e consegue ser acolhido por uma família inglesa. Aguentaste estoicamente até ao fim, com um pequeno precalço de uma ida à casa de banho...
- Quando vocês morrerem quero ficar a viver com o Luca.
(...)
E acrescentaste:
- Mas qual é o código para entrar em casa dele?! Se não tenho que ir à volta e entrar pela porta da cozinha...
(...)
Nota:
O teu primeiro filme no cinema foi o "Paddington", a história de um urso do Peru que parte sózinho para Londres e consegue ser acolhido por uma família inglesa. Aguentaste estoicamente até ao fim, com um pequeno precalço de uma ida à casa de banho...
Sunday, April 12, 2015
Ecografia do mano
Levei-te ao médico do mano (obstetra) e criei mil e uma expectativas sobre a tua reação à ecografia.
Quando entrámos na sala e olhaste para o ecógrafo, exclamaste:
- "Que computador tão estranho, não tem teclas, nem números. E ainda por cima tem um microfone!" (exclamaste quando olhaste para a sonda!).
A enfermeira pôs-me o gel na barriga para iniciar o processo e tu quiseste saber para que servia. Ficaste satisfeito com a explicação do papá.
Porém, quando o médico entrou, untou ainda mais a minha barriga e o dito gel ficou às camadas, viscoso e verde como se quer. Disses-te de imediato:
- "Mamã tens ranho verde na barriga! Oh que nojo!" (...)
E eis que a televisão se liga e eu me concentro em ti e não na imagem do mano.
Mas tu não gostaste da imagem dispersa, escura e difusa do ecrã.
"Não gosto desta televisão mamã. Não tem cores e não se vê nada. Deve estar estragada."
Quando entrámos na sala e olhaste para o ecógrafo, exclamaste:
- "Que computador tão estranho, não tem teclas, nem números. E ainda por cima tem um microfone!" (exclamaste quando olhaste para a sonda!).
A enfermeira pôs-me o gel na barriga para iniciar o processo e tu quiseste saber para que servia. Ficaste satisfeito com a explicação do papá.
Porém, quando o médico entrou, untou ainda mais a minha barriga e o dito gel ficou às camadas, viscoso e verde como se quer. Disses-te de imediato:
- "Mamã tens ranho verde na barriga! Oh que nojo!" (...)
E eis que a televisão se liga e eu me concentro em ti e não na imagem do mano.
Mas tu não gostaste da imagem dispersa, escura e difusa do ecrã.
"Não gosto desta televisão mamã. Não tem cores e não se vê nada. Deve estar estragada."
Sunday, March 8, 2015
Fada dos dentes e coisas de adultos.
O papá decidiu por um dente de cerâmica e, no desenrolar do processo, o dente caiu-lhe algumas vezes.
Quando o viste com o dente na mão sugeriste:
"Pões debaixo da almofada. Depois aparece a fada dos dentes. Mas ela traz coisas de adultos: jornais, televisoes, profissões, fazer xixi sem dizer "já está" (tua expressão única quando queres que te ajudemos a finalizar o processo), lavar as maõs sem precisar de ninguém..."
Quando o viste com o dente na mão sugeriste:
"Pões debaixo da almofada. Depois aparece a fada dos dentes. Mas ela traz coisas de adultos: jornais, televisoes, profissões, fazer xixi sem dizer "já está" (tua expressão única quando queres que te ajudemos a finalizar o processo), lavar as maõs sem precisar de ninguém..."
Eslarecimento relativo à palavra Timidez
Nos baloiços, quando um menino se ausentou quando nós nos sentámos:
"Aqui estão pessoas tímidas mamã. Aquele menino não nos conhecia e teve vergonha".
"Aqui estão pessoas tímidas mamã. Aquele menino não nos conhecia e teve vergonha".
Gratidão
O tempo galopa e é impossível traduzir em palavras como estás grande e como, diariamente, nos trazes desafios novos. Por vezes difíceis (muito) de digerir. Outras vezes doces e, como tu dizes, tão "saboreosos"...
Uma noite ao adormecer-te, quando te questionei o que gostavas de agradecer do dia findo afirmaste:
- Roupa quente;
- Um ovo Kinder;
- Não haver recado da escola;
- Poder dormir contigo.
E assim deixaste-me iluminada e também grata.
Uma noite ao adormecer-te, quando te questionei o que gostavas de agradecer do dia findo afirmaste:
- Roupa quente;
- Um ovo Kinder;
- Não haver recado da escola;
- Poder dormir contigo.
E assim deixaste-me iluminada e também grata.
Sunday, January 4, 2015
O dedo e o "bigo"
Ainda a propósito do mano, proferiste uma frase mágica que poderia resumir a magia da gestação:
"Mamã metes o dedo dentro do "bigo" e o bebé toca-te".
"Mamã metes o dedo dentro do "bigo" e o bebé toca-te".
Barriga brilhante!
A propósito da publicidade televisiva de um qualquer iogurte (daqueles que prometem regenerar-nos de forma mágica):
- Mamã, há um iogurte especial que faz uma coisa brilhante na barriga. Depois podes ir de férias, vais a uma loja e as tuas amigas vão dizer que também queriam ter uma barriga brilhante.
(...)
- Mamã, há um iogurte especial que faz uma coisa brilhante na barriga. Depois podes ir de férias, vais a uma loja e as tuas amigas vão dizer que também queriam ter uma barriga brilhante.
(...)
Cenoura
Sentandos ambos no sofá a ver televisão, começei a sentir o mano a pulsar dentro de mim e pedi-te a mão para o sentires também.
Ás 22 semanas não há pontapess nem grandes oscilações mas sentem-se pequenos movimentos que quis que conseguisses sentir.
- Então amor o que sentiste?
- O mano a comer uma cenoura!
(...)
Ás 22 semanas não há pontapess nem grandes oscilações mas sentem-se pequenos movimentos que quis que conseguisses sentir.
- Então amor o que sentiste?
- O mano a comer uma cenoura!
(...)
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